Drenagem Linfática Manual e Cancro de Mama

Uma cirurgia sempre cria lesões no corpo, constituindo uma evasão do mesmo: tecido subcutâneo, músculos, nervos e vasos sanguíneos e linfáticos. Essas estruturas ficam alteradas e inflamam-se, originando sintomas como dor, edema e dificuldade nos movimentos. Denomina-se de trauma cirúrgico.

É muito importante que no período pós-operatório se dê atenção terapêutica necessária para diminuir a dor e o edema que se persistirem podem afectar os passos seguintes do tratamento oncológico. Além disso aumenta a possibilidade de complicações em termos de cicatrizes hipertróficas, aderências, retracções e inchaço crónico (linfedema).

Nas cirurgias de mama é muito comum retirar-se o gânglio sentinela da axila, para se apurar se este foi ou não comprometido e dessa avaliação (biópsia) decide-se retirar uma parte, ou grande parte, dos gânglios linfáticos axilares (linfonodos). Este procedimento altera a circulação da linfa na região operada e no braço do mesmo lado tornando a passagem da linfa mais difícil, lenta e muitas vezes, a que esta se acumule no ombro, braço e no tronco do mesmo lado da cirurgia: a região vai se ficando cada vez mais inchada e instala-se o linfedema.

A Drenagem Linfática Manual (DLM) é um tratamento muito importante para a recuperação dos tecidos, reduzindo e evitando os edemas, e estimulando e activando os vasos linfáticos acessórios que, regra geral, se encontram adormecidos. É sempre feito com movimentos lentos e muito suaves, ritmados e precisos, e por isso sem dor.

Desta forma as dores da paciente são minimizadas e a recuperação dá-se mais rapidamente.
A micro-circulação é ainda estimulada favorecendo a oxigenação dos tecidos, reduzindo a estase venosa e eventuais problemas circulatórios consequentes.

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